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Lançamento do Guia para pessoas que perdem um ente querido em tempos de Coronavírus

A atual situação excepcional tem feito mudar nossa maneira de viver e experimentar o mundo, tendo consequências impensáveis e relevantes, causando mudanças em todas as esferas de nossas vidas, em nossa maneira de morrer e nos despedir de nossos mortos. Mudam nossas rotinas, hábitos, costumes, modo de pensar, modo de se relacionar, o que nos força a promover estratégias muitas vezes emergenciais de adaptação.

Durante este período, muitas pessoas estão morrendo ou morrerão da Covid-19 (também conhecida como “Coronavírus”), mas muitas outras também o farão pelo curso natural da vida. A dimensão social de nossas despedidas foi eliminada, de maneira justificada (do ponto de vista sanitário e epidemiológico preventivos), para evitar maiores males, visando conter ao máximo a propagação da pandemia.

Atos em torno da perda que são tão significativos para os enlutados, como ter apoio social em momentos tão difíceis ou ser capaz de realizar normalmente os rituais de despedida apropriados para a sua família ou comunidade (velórios, cerimônias religiosas ou rituais familiares, sepultamentos ou cremações etc), são muito importantes para que o processo do luto não se torne complicado. No entanto, a pandemia e os atuais requisitos de saúde limitaram bastante essas expressões que validam a dor e a sensação de perda da pessoa que sofre e, portanto, dificultam a elaboração de um luto normal.

Por esse motivo, uma pequena rede espanhola de psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros e terapeutas especializados em perda, luto e traumas afins desenvolveu um guia com uma série de orientações para ajudá-lo a lidar com esses momentos difíceis de isolamento e incerteza, oferecendo outras maneiras que atendem à necessidade de compartilhar e expressar a dor com os outros e, ao mesmo tempo, permitir honrar a memória de nossos entes queridos falecidos.

A Rede de Apoio às Famílias de Vítimas Fatais de Covid no país, junto à plataforma Segura a Onda e à Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais – ABEC, tomando contato com o Guia, decidiram realizar uma tradução para o português e disponibilização imediata, gratuita, para todas as pessoas e famílias que possam estar precisando nesse momento deste tipo de acolhimento e orientação emergencial.

O Guia pode ser baixado para o seu computador em formato pdf aqui, e mais informações podem ser obtidas nos seguintes endereços:

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Vamos juntxs combater a pandemia do coronavírus?

Estamos vivendo um dos maiores desafios da humanidade e a resposta da sociedade civil é a solidariedade, o conhecimento e a criatividade para lutar contra o crescimento da curva de contágio. É hora de “segurar a onda”!

Pensando nisso, esta plataforma aberta se inspira no projeto espanhol “Frena la curva” (frenalacurva.net) para dar visibilidade às soluções que estão sendo criadas pelos cidadãos. Há muitas maneiras de segurar a onda e você certamente já ouviu falar de algumas delas. São vizinhos que se ajudam em tarefas domésticas, sugestões de atividades para crianças durante a quarentena, campanhas de apoio a pequenos estabelecimentos e populações vulneráveis, estratégias criativas para gerar trabalho e renda, makers imprimindo material de segurança para profissionais de saúde… enfim, muita coisa rolando.

O “Segura a Onda” quer reunir essas iniciativas para fortalecer nossa luta contra a pandemia. Aqui, você pode divulgar ações nas quais está envolvidx ou encontrar uma iniciativa que apoie as suas necessidades.

Participe e vamos juntxs!
seguraaonda.com.br #seguraaonda

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Covid 19: como explicar às crianças o que está acontecendo

O estado de emergência sanitária geral provocado pelo COVID-19 (Coronavírus) provocou mudanças tão abruptas em nossas rotinas que ainda custamos para entender e aceitar. Se as quarentenas e o distanciamento social são difíceis de assimilar para muitos adultos, imagine o que isso significa para as crianças, que tiveram suas rotinas radicalmente mudadas de um dia para o outro, sem ter outra opção ou poder opinar. Por isso, as informações que compartilhamos com elas neste momento e as emoções que transmitimos têm um grande peso na maneira como enfrentarão a situação.

Traduzimos e adaptamos aqui um artigo da psicóloga equatoriana Belen Gonzalez, publicado pela plataforma espanhola Frena La Curva e pelo site NeuroClass.

Como o Coronavírus e a quarentena afeta as crianças?

É verdade que, dependendo da idade e do estágio evolutivo em que as crianças estão, elas entenderão mais ou menos o que está acontecendo. Ainda assim, é importante compreender que essa mudança na rotina também as afeta muito e não pode ser ignorado ou minimizado pelos pais. Não frequentar a escola e ter que se ajustar a estar em casa pode ser confuso.

Se as crianças tiverem menos de 4 anos, as ideias e informações que iremos fornecer serão mais simples e incluirão, acima de tudo, diretrizes de higiene e cuidados pessoais. Mais tarde, entre 4 a 10 anos, é útil fornecer mais informações. Após essa idade, eles são capazes de entender conceitos mais abstratos e complexos.

Além disso, é crucial entender que, quando não explicamos claramente o que está acontecendo, as crianças tendem a complementar as informações (geralmente incorretas) com ideias fantasiosas.

Recomendações gerais para falar sobre o Covid-19

  • O primeiro passo é relatar a situação. É necessário recorrer a fontes oficiais, esclarecer suas dúvidas e transmitir tranquilidade e segurança a elas.
  • É conveniente não esperar que elas perguntem sobre o que está acontecendo. Será melhor explicar o mais cedo possível o que é esta doença, as razões da quarentena e de outras medidas de proteção. Ao mesmo tempo é importante perguntar o que elas já sabem, corrigir as eventuais informações equivocadas ou mal interpretadas que elas disponham.
  • É essencial ser honesto e alertar sobre a importância de nos protegermos, porque o vírus é contagioso e pode nos deixar doentes.
  • Discuta os sintomas presentes e a importância de informar um adulto se sentir algum deles: tosse, febre, dores no corpo, problemas respiratórios (os mais comuns).
  • Além disso, é necessário explicar que, embora seja verdade que existem muitas pessoas doentes, uma grande percentagem dessas pessoas se recupera. Assim, enfatizaremos a importância da prevenção, o que fará com que as crianças se sintam mais seguras.
  • Transmita confiança a elas, valorizando a equipe de saúde, segurança e outros serviços que estão trabalhando para ajudar a minimizar o problema.

Como devemos explicar o que acontece?

  • Reconheça e valorize os sentimentos e sensações que a criança tem. Entendendo que é normal sentirmos medo, tristeza, ansiedade, inquietação etc.
  • Use uma linguagem simples e concreta, de acordo com a idade da criança.
  • Normalize o tópico, fale sobre o que está acontecendo, mas sem saturação ou excesso de relatórios.
  • Promova espaços seguros para que a criança possa expressar o que sente e fazer as perguntas necessárias.
  • Evite falar ou sugerir casos graves ou a morte de pessoas.
  • Evite longas explicações.
  • Quando não temos todas as respostas, é importante ser honesto e recorrer a fontes oficiais de informação para esclarecer qualquer dúvida.
  • Use material gráfico que suporte as explicações que está dando. Por exemplo, para mostrar rotinas de higiene, como se proteger ou explicar como somos infectados, entre outros.

Tempo em casa não é o mesmo que estar de férias

  • Manter uma rotina em casa, com horários e atividades planejadas, resultará na manutenção da estrutura da criança.
  • Faça uma distinção entre uma programação de segunda a sexta e uma para o fim de semana.
  • Promover atividades de lazer, exercícios físicos e jogos é essencial.
  • Dedicar um espaço para realizar atividades de aprendizado e desenvolvimento de habilidades é muito importante, pois é fundamental lembrar que não é um período de férias.

Promovendo a solidariedade

É normal que as crianças fiquem frustradas por não conseguirem realizar as atividades que desejam e gostam. No entanto, será útil explicar e mostrar a eles que entendemos seus sentimentos, mas que, neste momento, é muito importante pensarmos em nossas famílias e outras pessoas. É altamente recomendável incentivá-los a encontrar outras alternativas de lazer e entretenimento ou um espaço para compartilhar em casa, dada a situação.

Estamos vivendo uma situação complexa que envolve todos nós e nos impacta de várias maneiras. Certamente, como pais, adultos e/ou educadores, temos o dever de nos informar e garantir nossa saúde mental e a de nossos filhos. Aproveitar esse tempo em casa e tirar o melhor de nós mesmos e das crianças pode tornar o tempo de quarentena mais suportável para todos.

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Grupos de Risco

Texto de Vanessa de Sá

Por que diabéticos, hipertensos e fumantes têm mais risco de apresentar a forma grave do COVID-19

Já são mais de 267 mil casos registrados e mais de 11 mil mortes, segundo o último boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS) do dia 21 de março. No Brasil, já são 1.128 casos confirmados e 18 mortes, de acordo com o balanço do dia 21 do Ministério da Saúde.

A primeira morte confirmada, assim como as duas anunciadas no dia 18, chamaram a atenção. As vítimas eram homens com alguma condição crônica de saúde. A primeira vítima tinha diabetes e hipertensão.

Desde o início da pandemia, autoridades de saúde vêm batendo na tecla de que os sintomas são mais graves em idosos e em quem tem alguma doença crônica.

Mas por que isso acontece? Os cientistas dizem que ainda é muito cedo para saber com absoluta certeza por que algumas pessoas ficam mais doentes do que outras, mas as pesquisas realizadas na China, país em que o vírus apareceu pela primeira vez, já possibilitam ter algumas ideias. Nenhuma delas é definitiva.

Sintomas mais graves

A gravidade maior dos sintomas no grupo de risco parece ter a ver com o quão bem o nosso sistema de defesa (o sistema imunológico) está para lutar contra o vírus. “O vírus é importante, mas a resposta do organismo do doente é ainda mais importante”, disse Stanley Perlman , especialista em virologia e doenças infecciosas pediátricas da Universidade de Iowa (Estados Unidos), à revista The Scientist.

Por razões que ainda não estão bem claras, idosos e pessoas com doenças crônicas podem ter sistemas imunológicos “problemáticos”, ou seja, que não funcionam tão bem. Isso pode causar uma resposta imune descontrolada, desencadeando no pulmão uma superprodução de células de defesa e de substâncias químicas chamadas citocinas. São essas substâncias que convocam o exército de defesa (as nossas células brancas do sangue) para a batalha contra o vírus.  

“É quando muitas pessoas com essas doenças crônicas acabam tendo respostas realmente graves, como pneumonia, falta de ar, inflamação das vias aéreas e assim por diante”, contou Angela Rasmussen, virologista da Universidade Columbia (Estados Unidos) à mesma revista.

Para se ter uma ideia, pesquisas realizadas na China, primeiro país a relatar o novo vírus, sugerem que o risco de complicações é de 2 a 3 vezes maior em diabéticos. É importante frisar que esses são dados iniciais e que ainda são necessários mais estudos.

Outras pesquisas, também chinesas, descobriram que pessoas infectadas com o novo coronavírus e que já tinham uma doença crônica tiveram 1,8 vez mais chance de ter um agravamento da doença, de terem de ser colocadas em ventilação mecânica ou de morrerem. E quem tinha duas doenças crônicas teve 2,6 mais probabilidade de ter um agravamento da sua condição.

É bom lembrar que o diabetes – principalmente se ele não estiver bem controlado –, além de afetar o sistema imunológico, pode contribuir para o surgimento de hipertensão. Níveis altos de açúcar no sangue podem levar ao endurecimento das artérias e ao aumento da pressão.

Hipertensos

Além da questão do sistema imunológico, há uma nova teoria circulando entre os médicos. Hipertensos estariam mais suscetíveis a apresentar um quadro mais grave de COVID-19 porque os remédios para pressão alta favoreceriam a ação do novo coronavírus.

A cardiologista Ludhmila Abrahão Hajjar, diretora de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) explicou à revista Saúde que para infectar as células, o vírus usa uma enzima chamada ECA-2 e alguns remédios usados pelos hipertensos elevam justamente as taxas dessa enzima, o que poderia facilitar a multiplicação do vírus.

Mas cuidado! Essa é uma teoria que ainda não foi comprovada. “Esses estudos são preliminares e esses medicamentos são fundamentais para o paciente cardíaco e para os hipertensos de forma geral controlarem a doença. Interromper o uso agravará a condição que eles já têm, além de aumentar o risco de infarto e outros problemas graves”, afirmou o cardiologista Cláudio Domênico ao jornal O Globo.

Por isso, quem tem problemas cardíacos e hipertensão não deve de forma alguma interromper o uso de seus remédios conhecidos como inibidores de enzima conversora de angiotensina e bloqueadores de receptores de angiotensina sem consultar o seu médico primeiro.

Também não se deve parar de tomar aspirina, a não ser por orientação médica – como é o caso quando há suspeita de dengue.
Até que haja mais confirmações, a Sociedade Brasileira de Cardiologia e as demais sociedades internacionais da área não recomendam a interrupção dos remédios sem prescrição. Só é preciso que você tome os devidos cuidados com atenção redobrada. Os médicos alertam: pessoas com doenças crônicas e idosos devem buscar seus médicos apenas se apresentarem algum sinal de infecção. Fazer uma consulta médica nesse momento só aumenta o risco de contrair o vírus. Agora, se houver uma piora dos sintomas, como falta de ar ou dificuldade para respirar, a recomendação é buscar um hospital imediatamente.

Doenças crônicas pulmonares e fumantes

O SARS-CoV-2 é um vírus novo e ainda há muito a descobrir sobre ele. Pesquisadores do mundo todo trabalham sem parar para buscar respostas a acelerar a chegada de uma vacina.

Muitas evidências já acumuladas até o momento sugerem que o tabagismo “apaga” a ação do sistema de defesa nos pulmões e desencadeia inflamação nos pulmões, de acordo com reportagem da revista Scientific American.

Além disso, fumantes de longa data e usuários de cigarro eletrônico correm um risco maior de desenvolver doenças pulmonares crônicas, que já se sabe estarem associadas a casos mais graves de COVID.

“Pessoas que fumam têm um sistema imunológico mais enfraquecido. Elas produzem mais muco nas vidas aéreas, o que não permite que os pulmões sejam tão limpos. Elas também sofrem mudanças que estimulam inflamação; suas células do sistema de defesa também são alteradas. Tudo isso junto faz com que elas sejam mais propensas a ser infectadas e também a apresentarem a forma mais grave da doença”, explicou Robert Tarran, professor de biologia celular e fisiologia da Chapel Hill (Estados Unidos) à Scientific American.

Por que tomar vacina contra gripe é importante

Tomar a vacina de gripe este ano é ainda mais importante quando se pensa em saúde pública. Não se trata só de proteger os idosos, grupo mais suscetível de ter complicações sérias.

Em tempos de COVID-19, a vacinação é essencial para não sobrecarregar a rede pública de saúde. Mais do que isso. Quem toma a vacina torna mais fácil para o especialista descartar gripe do quadro de sintomas, além de evitar que alguém que já está enfraquecido por causa de uma gripe fique mais debilitado pelo coronavírus se por acaso ele vier a ser infectado. É bom lembrar que os sintomas do novo coronavírus são muito parecidos com os da gripe, entre eles febre alta e mal-estar.

Bom saber também que não há testes que indicam o COVID-19 para todo mundo, por isso é fundamental que todos façamos a nossa parte, ajudando o sistema público de saúde a não ficar lotado de “suspeitos”. Em princípio, hospitais públicos e privados vão privilegiar quem já passou do quadro leve de coronavírus.

A Campanha Nacional de Vacinação começa dia 23 de março. Converse com o seu médico a respeito da vacina e se é indicado para você que é idoso ou tem doença crônica ir até uma Unidade Básica de Saúde para se vacinar.

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Coronavírus: cuidado com as fake news. A prevenção começa com informação

(Texto de Vanessa de Sá)

Com certeza você já recebeu uma mensagem pelo WhatsApp sobre o coronavírus ou se deparou com uma novidade quentíssima sobre a doença do momento circulando nas redes sociais. Mas você sabia que a maioria delas é fake?

Só para você ter uma ideia, o Ministério da Saúde criou um grupo para checar o monte de bobagens que anda circulando por aí. Das 6.500 mensagens recebidas e analisadas entre 22 de janeiro e 27 de fevereiro, segundo a Folha de S.Paulo, 90% eram relacionadas ao novo vírus e dessas, 85% eram falsas.

A melhor e mais eficaz maneira de se prevenir contra o vírus é através da informação. Só informação correta pode ajudá-lo a tomar as devidas medidas para evitar uma possível contaminação.

Veja só algumas das fake news mais compartilhadas nas redes sociais e aprenda por que elas são falsas:

  1. Vou pegar COVID-19 se eu receber uma carta ou um pacote da China.

MENTIRA. Pessoas que recebem compras, cartas ou pacotes da China não têm nenhum risco de contrair a doença, afirma a Organização Mundial da Saúde (OMS). Todas as análises mostram que os coronavírus não sobrevivem por muito tempo em objetos, como pacotes ou cartas.

Um estudo publicado em janeiro de 2020 com outros tipos de coronavírus mostrou que esses parentes do novo vírus podem sobreviver em superfícies como metal, vidro ou plástico por até 9 dias, mas as superfícies presentes num pacote não são as ideais para o vírus sobreviver.

Para que ele se mantenha vivo fora do corpo de uma pessoa, ele precisa de uma combinação de fatores, como uma determinada temperatura e umidade e não haver exposição aos raios UV – os raios do sol. “Você não encontra esse tipo de combinação num pacote ou carta que veio pelo correio”, diz Amesh Adalja, pesquisadora do Centro para a Segurança em Saúde da Universidade Johns Hopkins ao site Live Science.

Outra fake news que vem circulando que diz que estourar plástico bolha dos pacotes que vêm da China pode transmitir o vírus porque, o ar contido dentro das bolhas estaria vindo daquele país.

Sim, até o momento a China concentra o maior número de casos. Dos pouco mais de 87 mil casos, segundo boletim do dia 2 de março da Organização Mundial da Saúde, 79. 968 foram relatados na China, com 2.873 mortes. Mas, mais uma vez, o vírus não sobrevive por muito tempo em objetos, especialmente um pacote que vem pelo correio.

2. Comer alho ajuda a prevenir a infecção

MENTIRA. Alho é um excelente alimento e tem algumas propriedades antimicrobianas. Entretanto, não existe nenhuma evidência de que comer alho ajude a proteger ou prevenir da infecção.

3. Passar óleo no corpo ajuda a impedir o vírus de entrar no corpo

FAKE. Nenhum óleo mata o coronavírus. Existem alguns desinfetantes capazes de matar o vírus em superfícies, como é o caso dos alvejantes, etanol 75%, clorofórmio, desinfetantes à base de cloro, informa a OMS. Além de esses desinfetantes serem perigosos quando passados na pele, eles não têm nenhum impacto no vírus se você passar esses produtos embaixo do nariz ou na sua pele.

4. Especialistas de Taiwan fornecem uma avaliação simples do que fazer toda manhã: respire fundo e prenda a respiração por 10 segundos. Se você conseguir fazer isso sem sentir desconforto ou não tossir, isso prova que você não tem fibrose nos pulmões e nem está infectado.

FAKE! O coronavírus não causa fibrose nos pulmões. Ele ataca o sistema respiratório, mas não causa fibrose.

5. Tomar chá de erva-doce 2 vezes ao dia ajuda contra o coronavírus.

FALSO! As notícias que circulam é que o chá de erva-doce contém a mesma substância que o Tamiflu. Não. O Tamiflu é o nome comercial da substância oseltamivir. O fosfato de oseltamivir, o princípio ativo do Tamiflu, é feito em laboratório e não poderia estar contido no chá. Além disso, não existe nenhum remédio ou substância já descoberta que seja efetiva contra o vírus. Por isso, também são falsas outras duas informações que circulam nas redes: a de que chá de abacate com hortelã previne da doença e que uísque com mel combate o coronavírus.

6. Álcool gel não tem eficácia; vinagre sim

MENTIRA! Não há provas de que vinagre consiga matar o vírus. É bom ressaltar que esse é um germe descoberto há pouco tempo, o que significa que os pesquisadores ainda não têm todas as respostas. Mas do que já se sabe é que lavar as mãos frequentemente com água e sabão ainda é a maneira mais efetiva contra o vírus. As autoridades de saúde americanas e brasileiras dizem que o álcool gel é uma alternativa, mas apenas quando não se tem água e sabão à vista. Além disso, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, os famosos CDC, afirmam que o álcool gel não funciona quando as mãos estão muito sujas ou oleosas. Outra coisa importante: a solução deve conter entre 60% e 95% de álcool.

7. Máscara protege do novo coronavírus

Embora muita gente esteja comprando máscaras para se proteger, elas só conseguem barrar partículas grandes, aquelas excretadas por uma pessoa contaminada quando ela tosse ou espirra. Essas partículas maiores só conseguem viajar no ar por uma curta distância, por isso se recomenda ficar a pelo menos 1 metro de alguém que corre o risco de ter a doença. Por isso, a máscara funciona, sim, mas para ajudar a prevenir alguém que está infectado com o vírus de continuar espalhando a doença.

8. Pegar coronavírus é uma sentença de morte

FALSO! A imensa maioria das pessoas infectadas com o vírus – 81% – têm sintomas leves, segundo um estudo chinês. Só 14 em cada 100 pessoas têm sintomas graves, o que significa que elas têm dificuldades respiratórias sérias, precisando inclusive de suporte de oxigênio. Cerca de 5% são pacientes críticos, ou seja, que têm falência respiratória e falência múltipla dos órgãos. Até o momento, os dados indicam que pouco mais de 2 a cada 100 pessoas com o vírus morreram da doença. Idosos e pessoas com outras doenças sérias, como problemas do coração, diabetes são as que têm mais risco de terem sintomas graves.

9. Já existe cura contra o coronavírus

Até agora, não foi encontrada uma cura nem uma vacina capaz de proteger contra o vírus. Alguns países, como os Estados Unidos e a China, que concentra o maior número de casos começaram a testar o remdesivir em pessoas para verificar se ele seria eficaz.

O remdesivir já tinha sido testado em humanos para o Ebola.

Também está sendo testada a cloroquina, remédio contra a malária. Embora os testes feitos nos EUA tenham sido positivos, ainda não é possível afirmar que ela é 100% confiável. O remédio já começou a sumir das prateleiras no Brasil. ATENÇÃO! As sociedades médicas do mundo ainda não se pronunciaram favoravelmente ao medicamento. E ela sequer foi aprovada pelo FDA, a agência que controla medicamentos e alimentos nos EUA.

A cloroquina é usada por muita gente que tem certas doenças autoimunes e que precisam dela! A droga, é bom que se saiba, causa efeitos colaterais que podem ser severos, portanto não se deve tomá-la sem orientação.

AJUDE A NÃO ESPALHAR FAKE NEWS

Antes de ficar espalhando desinformação, procure checar de onde partiu a notícia. Se não consta de onde vem aquilo, não compartilhe. Veja também o histórico de quem fica compartilhando esse tipo de coisa. Geralmente, é alguém que espalha fake news de qualquer assunto.

Faça uma busca na internet. Os veículos sérios estão postando informações que já foram confirmadas. Se você não tiver encontrado nada ali, provavelmente é notícia falsa.