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Nasce a Rede de Apoio às Famílias de Vítimas Fatais do Covid-19 no Brasil

Alinhadas ao recém lançado “Pacto pela Vida e pelo Brasil”, organizações da sociedade civil, movimentos sociais e a plataforma Segura a Onda formaram a “Rede de Apoio às Famílias de Vítimas Fatais de Covid-19 no Brasil”. A criação da rede foi motivada pela aceleração do número de mortes confirmadas no país e o crescente índice de infectados diante da iminência do esgotamento da capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS) absorver os novos casos graves, que seguirão se multiplicando por todo território nacional nas próximas semanas.

Trata-se de uma iniciativa independente de cidadãos e cidadãs, profissionais de diversas áreas, organizações sociais, pesquisadores e demais pessoas solidárias às famílias e amigos das vítimas. Seu objetivo principal é oferece amparo imediato às famílias em várias áreas, desde contribuir para o resgate e preservação da memória dos mortos em um espaço público até o oferecimento de um conjunto de medidas concretas imediatas para amenizar o sofrimento: reforçar a solidariedade, oferecer orientação, contatos e conhecimentos de outras experiências , garantindo apoio, sobretudo profissional e humano.

A iniciativa define-se como uma “rede emergencial”, sem qualquer vinculação nem interesse político-partidário ou direcionamento ideológico-religioso nesta ou naquela vertente. É, portanto, uma rede suprapartidária e ecumênica, humanitária, e que reúne profissionais de diversas áreas e instituições acostumadas, em seus diferentes e respectivos campos de atuação, a lidar com situações de crises mais graves, incluindo a ocorrência de vítimas fatais. Nestas atividades se incluem o trato das implicações psicossociais que atingem familiares e amigos, vítimas colaterais e conexas pós-trauma.

Não se trata de uma iniciativa ou rede dos familiares de vítimas, mas de solidariedade preventiva e ativa, reunindo imediatamente apoio especializado e humano que pode antecipar esforços e amenizar um pouco o sofrimento devastador. Auxiliar na reconstrução da vida dos familiares e amigos que ficam é, segundo os integrantes da rede, um dever ético, mais do que nunca, de toda sociedade.

Dentre as primeiras medidas de solidariedade já em curso ou em estudo para viabilização emergencial, visando amparo imediato às famílias de vítimas fatais, estão:

1 – Orientações gerais úteis para familiares de vítimas fatais do covid-19

Orientações básicas e gerais para as famílias de vítimas fatais da doença, sejam aquelas já confirmadas, sejam as suspeitas e eventualmente subnotificadas, incluindo desde recomendações médicas, necrológicas, psicológicas e assistenciais ao possível acesso a apoio jurídico e financeiro emergencial;

2 – Orientações para velórios, sepultamentos e rituais de despedida .

Orientações específicas para velórios e enterros nessa situação de calamidade e emergência, incluindo as medidas sobre como lidar com novas exigências de vigilâncias sanitária e epidemiológica preventiva. Também se buscará orientar sobre rituais de despedida, mesmo que virtuais, porém mais dignos, visando salvaguardar os direitos das pessoas mortas e seus familiares, para permitir a despedida humanizada à altura de seus entes queridos vitimados pela pandemia;

3 – Acolhimento, apoio e possíveis encaminhamentos fundamentais para as vítimas e familiares (assistência e amparo psicossocial imediatos e continuados pós-trauma).

Mobilização e disponibilização de informações para o acesso imediato de Defensores Públicos, psicólogos, assistentes sociais, advogados solidários e demais profissionais e/ou instituições de amparo e assistência emergencial às famílias de vítimas;

4 – Canais para garantir o direito à memória, ao luto, ao velório (ainda que virtual) e às devidas homenagens aos mortos.

Criação de canais para o possível acolhimento, amparo, respeito à memória, à verdade, à justiça e a possíveis reparações diante das circunstâncias de cada uma das mortes (por enquanto via e-mail, WhatsApp, Telegram e redes sociais – incluindo desde já a construção coletiva de um “Memorial das Vítimas do Coronavírus no Brasil”. Já está no ar um página no Facebook ( www.facebook.com/memorialcoronabrasil ) e em breve teremos uma galeria aqui no Segura a Onda;

5 – Rede de apoio de jornalistas e outros cientistas sociais para levantamento das informações dos casos, circunstâncias das mortes, eventuais denúncias e sobretudo o resgate das histórias das vidas atingidas (por trás dos números).

Formação de uma rede de colaboradores nas áreas do jornalismo e ciências humanas em geral (história, antropologia, arqueologia forense etc) para apuração das mortes, preservação das memórias. Maiores informações, denúncias, bem como a disponibilidade para contribuir neste mutirão solidário podem ser comunicadas desde já pelo WhatsApp ou Telegram ( 11-93011-3281 ) e também por email: memorialcoronabrasil@gmail.com

6 – Estudo para a viabilização de um “fundo de solidariedade emergencial para o apoio imediato aos familiares das vítimas fatais de covid-19 no brasil”

Finalmente, estuda-se desde já a criação e a viabilização de um “Fundo de Solidariedade Emergencial para Apoio imediato aos Familiares de Vítimas Fatais do Covid-19 no Brasil”. O fundo será constituído rigorosa governança democrática e transparência. Destina-se a medidas necessárias, emergenciais e possíveis de amparo imediato para as famílias mais vulneráveis, cujas novas dificuldades começam desde a necessidade de arcar com os custos do tratamento e, no caso de morte, as custas com velório e toda burocracia relacionada. Considera-se ainda que muitas dessas vítimas são arrimos de família, uma série delas já deixam crianças e outros dependentes órfãos de apoio, o que exigirá um esforço de amparo e solidariedade adicional.

A nova Rede Emergencial de Apoio às Famílias de Vítimas do Covid-19 convida a todos e todas que puderem contribuir de todas as formas possíveis, agradecendo, desde já, toda forma respeitosa de apoio. Finalmente, reitera o pedido que toda sociedade siga cumprindo ao máximo todas orientações preventivas determinadas pelas organizações científicas e de saúde mais sérias e respeitadas, realizando sempre que possível o relativo “isolamento social” e respeitando o máximo possível do distanciamento físico recomendado pelos especialistas em saúde. Ao invés de nos isolarmos ainda mais uns dos outros, pode, quem sabe, nos reaproximar também de outras formas mais solidárias de viver em coletividade (cuidando juntos também dos nossos mortos). Afinal, toda vida importa.>>

Mais informações sobre a rede de apoio e o memorial: 11-93011-3281 (Celular, Zap e Telegram) ou pelo e-mail: memorialcoronabrasil@gmail.com . Novos canais de comunicação e website em breve.

Organizações parceiras já confirmadas na rede em apoio às famílias de vítimas fatais de covid-19 no brasil (aberto a novas adesões de forma permanente):

– Associação de Juízes Pela Democracia (AJD)

– Associação Amparar

– Associação dos Docentes da UNICAMP (Adunicamp)

– Associação de Professores/as de Filosofia e Filósofos/as do Estado de São Paulo (APEOESP)

– Ação Cristã pela Abolição da Tortura (ACAT-Brasil)

– A Bordar Espaço Terapêutico

– Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

– Central Única dos Trabalhadores – São Paulo (CUT-SP)

– Centro da Mulher Migrante e Refugiada (CEMIR)

– Centro de Antropologia e Arqueologia Forense (CAAF/Unifesp)

– Centro de Defesa dos Direitos Humanos do Campo Limpo (CDHEP-Campo Limpo)

– Centro de Estudos Periféricos (CEP/Unifesp)

– Coalizão Pelo Clima

– Coletivo “Ampliações” de Serviço Social

– Coletivo Direito Para Quem?

– Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo (CLASP)

– CSP-CONLUTAS – Central Sindical e Popular

– Desenrola e Não Me Enrola

– Escritório Modelo Dom Paulo Evaristo Arns / PUC-SP

– Federação dos Trabalhadores em Educação de São Paulo (FETESP)

– Fórum em Defesa da Vida

– Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade

– Hip-Hop Mulher

– Igreja Povo de Deus em Movimento (IPDM)

– Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial

– INTERSINDICAL – Central da Classe Trabalhadora

– Jornal Embarque no Direito

– Laboratório de Análise em Segurança Internacional e Tecnologias de Monitoramento (LASInTec/Unifesp)

– Mandata Ativista na ALESP

– Mandato da Deputada Maria Izabel Azevedo Noronha (Professora Bebel – PT-SP) / Presidência da APEOESP

– Mandato do Deputado Carlos Giannazi (Psol-SP)

– Mandato do Vereador Celso Giannazi (Psol-SP)

– Mandato do Vereador Toninho Véspoli (Psol-SP)

– Movimento dos TRabalhadores Rurais Sem-Terra (MST)

– Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST)

– Movimento Hip-Hop Organizado (MH2O)

– Movimento inFINITO.etc : Conversas Sinceras Sobre Viver e Morrer

– Movimento Luta Popular

– Movimento Negro Unificado (MNU)

– Núcleo de Estudos “Trabalho e Cidade” do Laboratório de Pesquisa Social (LAPS/USP)

– Núcleo de Preservação da Memória Política

– Observatório de Violências Policiais e de Direitos Humanos (OVP-DH/PUC-SP)

– Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo

– Pastoral Operária da Arquidiocese de São Paulo

– Periferia em Movimento

– Preto Império

– Revista Amazonas

Segura a Onda – Brasil contra o Covid-19

– Serviço Pastoral do Migrante (SPM)

– Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo

– Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de SP

– Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes

– Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP)

– Sindicato dos Químicos de São José dos Campos

– Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP)

– Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (SINSPREV)

– TV Grajaú

– UNEAFRO-Brasil

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Pacto pela vida e pelo Brasil

Cidadãos brasileiros, mulheres e homens de boa-vontade, mais uma vez, conclamamos a todos: 

O Brasil vive uma grave crise – sanitária, econômica, social e política — exigindo de todos, especialmente de governantes e representantes do povo, o exercício de uma cidadania guiada pelos princípios da solidariedade e da dignidade humana, assentada no diálogo maduro, corresponsável, na busca de soluções conjuntas para o bem comum, particularmente dos mais pobres e vulneráveis. O momento que estamos enfrentando clama pela união de toda a sociedade brasileira, para a qual nos dirigimos aqui. O desafio é imenso: a humanidade está sendo colocada à prova. A vida humana está em risco. 

A pandemia do novo coronavírus se espalha pelo Brasil exigindo a disciplina do isolamento social, com a superação de medos e incertezas. O isolamento se impõe como único meio de desacelerar a transmissão do vírus e seu contágio, preservando a capacidade de ação dos sistemas de saúde e dando tempo para a implementação de políticas públicas de proteção social. Devemos, pois, repudiar discursos que desacreditem a eficácia dessa estratégia, colocando em risco a saúde e sobrevivência do povo brasileiro. Em contrapartida, devemos apoiar e seguir as orientações dos organismos nacionais de saúde, como o Ministério da Saúde, e dos internacionais, a começar pela Organização Mundial de Saúde – OMS. 

Os países democráticos atingidos pelo COVID-19 estão construindo agendas e políticas para combatê-lo de maneira própria, segundo suas características, mas, todos, sem exceção, na colaboração estreita entre sociedade civil e classe política, entre agentes econômicos, pesquisadores e empreendedores, convencidos de que a conjugação de crise epidemiológica e crise econômica assume tal magnitude, que só um amplo diálogo pode levar à sua resolução. É hora de entrar em cena no Brasil o coro dos lúcidos, 

fazendo valer a opção por escolhas científicas, políticas e modelos sociais que coloquem o mundo e a nossa sociedade em um tempo, de fato, novo. 

Nossa sociedade civil espera, e tem o direito de exigir, que o Governo Federal seja promotor desse diálogo, presidindo o processo de grandes e urgentes mudanças em harmonia com os poderes da República, ultrapassando a insensatez das provocações e dos personalismos, para se ater aos princípios e aos valores sacramentados na Constituição de 1988. Cabe lembrar que a árdua tarefa de combate à pandemia é dever de todos, com a participação de todos — no caso do Governo Federal, em articulada cooperação com os governos dos Estados e Municípios e em conexão estreita com as nossas instituições. 

A hora é grave e clama por liderança ética, arrojada, humanística, que ecoe um pacto firmado por toda a sociedade, como compromisso e bússola para a superação da crise atual. Como em outras pandemias, sabemos que a atual só agravará o quadro de exclusão social no Brasil. Associada às precárias condições de saneamento, moradia, renda e acesso a serviços públicos, a histórica desigualdade em nosso país torna a pandemia do novo coronavírus ainda mais cruel para brasileiros submetidos a privações. Por isso, hoje nos unimos para conclamar que todos os esforços, públicos e privados, sejam envidados para que ninguém seja deixado para trás nesta difícil travessia. 

Não é justo jogar o ônus da imensa crise nos ombros dos mais pobres e dos trabalhadores. O princípio da dignidade humana impõe a todos e, sobretudo, ao Estado, o dever de dar absoluta prioridade às populações de rua, aos moradores de comunidades carentes, aos idosos, aos povos indígenas, à população prisional e aos demais grupos em situação de vulnerabilidade. Acrescente-se ao princípio da dignidade humana, o princípio da solidariedade – só assim iremos na direção de uma sociedade mais justa, sustentável e fraterna. 

É fundamental que o Estado Brasileiro adote políticas claras para garantir a saúde do povo, bem como a saúde de uma economia que se volte para o desenvolvimento integral, preservando emprego, renda e trabalho. Em tempos de calamidade pública, tornam-se inadiáveis a atualização e ampliação do Bolsa Família; a rápida distribuição dos benefícios da Renda Básica Emergencial, já aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pelo Executivo, bem como a sua extensão pelo tempo que for necessário para a superação dos riscos de saúde e sobrevivência da população mais pobre; a absorção de parte dos salários do setor produtivo pelo Estado; a ampliação de estímulos fiscais para doações filantrópicas ou assistenciais; a criação do imposto sobre grandes fortunas, previsto na Constituição Federal e em análise no Congresso Nacional; a liberação antecipada dos precatórios; a capitalização de pequenas e médias empresas; 

o estímulo à inovação; o remanejamento de verbas públicas para a saúde e o controle epidemiológico; o aporte de recursos emergenciais para o setor de ciência & tecnologia no enfrentamento da pandemia; e o incremento geral da economia. São um conjunto de soluções assertivas para salvaguardar a vida, sem paralisar a economia. 

Ressalte-se aqui a importância do Sistema Único de Saúde – SUS, mais uma vez confirmada, com seus milhares de agentes arriscando as próprias vidas na linha de frente do combate à pandemia. É necessário e inadiável um aumento significativo do orçamento para o setor: o SUS é o instrumento que temos para garantir acesso universal a ações e serviços para recuperação, proteção e promoção da saúde. 

Em face da expansão da pandemia e de suas consequências, é imperioso que a condução da coisa pública seja pautada pela mais absoluta transparência, apoiada na melhor ciência e condicionada pelos princípios fundamentais da dignidade humana e da proteção da vida. Reconhecemos que a saúde das pessoas e a capacidade produtiva do país são fundamentais para o bem-estar de todos. Mas propugnamos, uma vez mais, a primazia do trabalho sobre o capital, do humano sobre o financeiro, da solidariedade sobre a competição. 

É urgente a formação deste Pacto pela Vida e pelo Brasil. Que ele seja abraçado por toda a sociedade brasileira em sua diversidade, sua criatividade e sua potência vital. E que ele fortaleça a nossa democracia, mantendo-nos irredutivelmente unidos. Não deixaremos que nos roubem a esperança de um futuro melhor. 

Dia Mundial da Saúde, 7 de abril de 2020 

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB 

Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB 

José Carlos Dias, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns 

Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências – ABC 

Paulo Jeronimo de Sousa, presidente da Associação Brasileira de Imprensa – ABI Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC

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Sociedade contra o Corona

Somos mais de 100 organizações da sociedade civil unidas e engajadas para enfrentar os efeitos da crise do coronavírus!

Mapeamos as necessidades de comunidades em situação de vulnerabilidade, articulamos esforços para que recursos financeiros e materiais cheguem a essas localidades, apoiamos a ciência, os órgãos de pesquisa e as universidades e incidimos em políticas públicas que sejam eficazes contra o avanço do vírus.

Hoje, Dia Mundial da Saúde, fazemos também um apelo: para que o governo e todos os atores da sociedade – em especial aqueles dotados de recursos em abundância – se disponham a contribuir com as estratégias de enfrentamento da crise causada pela Covid-19.

Só juntos sairemos dessa. A responsabilidade tem que viralizar!

Com:

Instituto Procomum
ponteAponte
Pacto pela Democracia
Abong – Democracia, Direitos e Bens Comuns
GIFE
Segura a onda

#SociedadeContraoCorona

Saiba mais: https://www.sociedadecontraocorona.org/

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Vamos juntxs combater a pandemia do coronavírus?

Estamos vivendo um dos maiores desafios da humanidade e a resposta da sociedade civil é a solidariedade, o conhecimento e a criatividade para lutar contra o crescimento da curva de contágio. É hora de “segurar a onda”!

Pensando nisso, esta plataforma aberta se inspira no projeto espanhol “Frena la curva” (frenalacurva.net) para dar visibilidade às soluções que estão sendo criadas pelos cidadãos. Há muitas maneiras de segurar a onda e você certamente já ouviu falar de algumas delas. São vizinhos que se ajudam em tarefas domésticas, sugestões de atividades para crianças durante a quarentena, campanhas de apoio a pequenos estabelecimentos e populações vulneráveis, estratégias criativas para gerar trabalho e renda, makers imprimindo material de segurança para profissionais de saúde… enfim, muita coisa rolando.

O “Segura a Onda” quer reunir essas iniciativas para fortalecer nossa luta contra a pandemia. Aqui, você pode divulgar ações nas quais está envolvidx ou encontrar uma iniciativa que apoie as suas necessidades.

Participe e vamos juntxs!
seguraaonda.com.br #seguraaonda

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Covid 19: como explicar às crianças o que está acontecendo

O estado de emergência sanitária geral provocado pelo COVID-19 (Coronavírus) provocou mudanças tão abruptas em nossas rotinas que ainda custamos para entender e aceitar. Se as quarentenas e o distanciamento social são difíceis de assimilar para muitos adultos, imagine o que isso significa para as crianças, que tiveram suas rotinas radicalmente mudadas de um dia para o outro, sem ter outra opção ou poder opinar. Por isso, as informações que compartilhamos com elas neste momento e as emoções que transmitimos têm um grande peso na maneira como enfrentarão a situação.

Traduzimos e adaptamos aqui um artigo da psicóloga equatoriana Belen Gonzalez, publicado pela plataforma espanhola Frena La Curva e pelo site NeuroClass.

Como o Coronavírus e a quarentena afeta as crianças?

É verdade que, dependendo da idade e do estágio evolutivo em que as crianças estão, elas entenderão mais ou menos o que está acontecendo. Ainda assim, é importante compreender que essa mudança na rotina também as afeta muito e não pode ser ignorado ou minimizado pelos pais. Não frequentar a escola e ter que se ajustar a estar em casa pode ser confuso.

Se as crianças tiverem menos de 4 anos, as ideias e informações que iremos fornecer serão mais simples e incluirão, acima de tudo, diretrizes de higiene e cuidados pessoais. Mais tarde, entre 4 a 10 anos, é útil fornecer mais informações. Após essa idade, eles são capazes de entender conceitos mais abstratos e complexos.

Além disso, é crucial entender que, quando não explicamos claramente o que está acontecendo, as crianças tendem a complementar as informações (geralmente incorretas) com ideias fantasiosas.

Recomendações gerais para falar sobre o Covid-19

  • O primeiro passo é relatar a situação. É necessário recorrer a fontes oficiais, esclarecer suas dúvidas e transmitir tranquilidade e segurança a elas.
  • É conveniente não esperar que elas perguntem sobre o que está acontecendo. Será melhor explicar o mais cedo possível o que é esta doença, as razões da quarentena e de outras medidas de proteção. Ao mesmo tempo é importante perguntar o que elas já sabem, corrigir as eventuais informações equivocadas ou mal interpretadas que elas disponham.
  • É essencial ser honesto e alertar sobre a importância de nos protegermos, porque o vírus é contagioso e pode nos deixar doentes.
  • Discuta os sintomas presentes e a importância de informar um adulto se sentir algum deles: tosse, febre, dores no corpo, problemas respiratórios (os mais comuns).
  • Além disso, é necessário explicar que, embora seja verdade que existem muitas pessoas doentes, uma grande percentagem dessas pessoas se recupera. Assim, enfatizaremos a importância da prevenção, o que fará com que as crianças se sintam mais seguras.
  • Transmita confiança a elas, valorizando a equipe de saúde, segurança e outros serviços que estão trabalhando para ajudar a minimizar o problema.

Como devemos explicar o que acontece?

  • Reconheça e valorize os sentimentos e sensações que a criança tem. Entendendo que é normal sentirmos medo, tristeza, ansiedade, inquietação etc.
  • Use uma linguagem simples e concreta, de acordo com a idade da criança.
  • Normalize o tópico, fale sobre o que está acontecendo, mas sem saturação ou excesso de relatórios.
  • Promova espaços seguros para que a criança possa expressar o que sente e fazer as perguntas necessárias.
  • Evite falar ou sugerir casos graves ou a morte de pessoas.
  • Evite longas explicações.
  • Quando não temos todas as respostas, é importante ser honesto e recorrer a fontes oficiais de informação para esclarecer qualquer dúvida.
  • Use material gráfico que suporte as explicações que está dando. Por exemplo, para mostrar rotinas de higiene, como se proteger ou explicar como somos infectados, entre outros.

Tempo em casa não é o mesmo que estar de férias

  • Manter uma rotina em casa, com horários e atividades planejadas, resultará na manutenção da estrutura da criança.
  • Faça uma distinção entre uma programação de segunda a sexta e uma para o fim de semana.
  • Promover atividades de lazer, exercícios físicos e jogos é essencial.
  • Dedicar um espaço para realizar atividades de aprendizado e desenvolvimento de habilidades é muito importante, pois é fundamental lembrar que não é um período de férias.

Promovendo a solidariedade

É normal que as crianças fiquem frustradas por não conseguirem realizar as atividades que desejam e gostam. No entanto, será útil explicar e mostrar a eles que entendemos seus sentimentos, mas que, neste momento, é muito importante pensarmos em nossas famílias e outras pessoas. É altamente recomendável incentivá-los a encontrar outras alternativas de lazer e entretenimento ou um espaço para compartilhar em casa, dada a situação.

Estamos vivendo uma situação complexa que envolve todos nós e nos impacta de várias maneiras. Certamente, como pais, adultos e/ou educadores, temos o dever de nos informar e garantir nossa saúde mental e a de nossos filhos. Aproveitar esse tempo em casa e tirar o melhor de nós mesmos e das crianças pode tornar o tempo de quarentena mais suportável para todos.

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Grupos de Risco

Texto de Vanessa de Sá

Por que diabéticos, hipertensos e fumantes têm mais risco de apresentar a forma grave do COVID-19

Já são mais de 267 mil casos registrados e mais de 11 mil mortes, segundo o último boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS) do dia 21 de março. No Brasil, já são 1.128 casos confirmados e 18 mortes, de acordo com o balanço do dia 21 do Ministério da Saúde.

A primeira morte confirmada, assim como as duas anunciadas no dia 18, chamaram a atenção. As vítimas eram homens com alguma condição crônica de saúde. A primeira vítima tinha diabetes e hipertensão.

Desde o início da pandemia, autoridades de saúde vêm batendo na tecla de que os sintomas são mais graves em idosos e em quem tem alguma doença crônica.

Mas por que isso acontece? Os cientistas dizem que ainda é muito cedo para saber com absoluta certeza por que algumas pessoas ficam mais doentes do que outras, mas as pesquisas realizadas na China, país em que o vírus apareceu pela primeira vez, já possibilitam ter algumas ideias. Nenhuma delas é definitiva.

Sintomas mais graves

A gravidade maior dos sintomas no grupo de risco parece ter a ver com o quão bem o nosso sistema de defesa (o sistema imunológico) está para lutar contra o vírus. “O vírus é importante, mas a resposta do organismo do doente é ainda mais importante”, disse Stanley Perlman , especialista em virologia e doenças infecciosas pediátricas da Universidade de Iowa (Estados Unidos), à revista The Scientist.

Por razões que ainda não estão bem claras, idosos e pessoas com doenças crônicas podem ter sistemas imunológicos “problemáticos”, ou seja, que não funcionam tão bem. Isso pode causar uma resposta imune descontrolada, desencadeando no pulmão uma superprodução de células de defesa e de substâncias químicas chamadas citocinas. São essas substâncias que convocam o exército de defesa (as nossas células brancas do sangue) para a batalha contra o vírus.  

“É quando muitas pessoas com essas doenças crônicas acabam tendo respostas realmente graves, como pneumonia, falta de ar, inflamação das vias aéreas e assim por diante”, contou Angela Rasmussen, virologista da Universidade Columbia (Estados Unidos) à mesma revista.

Para se ter uma ideia, pesquisas realizadas na China, primeiro país a relatar o novo vírus, sugerem que o risco de complicações é de 2 a 3 vezes maior em diabéticos. É importante frisar que esses são dados iniciais e que ainda são necessários mais estudos.

Outras pesquisas, também chinesas, descobriram que pessoas infectadas com o novo coronavírus e que já tinham uma doença crônica tiveram 1,8 vez mais chance de ter um agravamento da doença, de terem de ser colocadas em ventilação mecânica ou de morrerem. E quem tinha duas doenças crônicas teve 2,6 mais probabilidade de ter um agravamento da sua condição.

É bom lembrar que o diabetes – principalmente se ele não estiver bem controlado –, além de afetar o sistema imunológico, pode contribuir para o surgimento de hipertensão. Níveis altos de açúcar no sangue podem levar ao endurecimento das artérias e ao aumento da pressão.

Hipertensos

Além da questão do sistema imunológico, há uma nova teoria circulando entre os médicos. Hipertensos estariam mais suscetíveis a apresentar um quadro mais grave de COVID-19 porque os remédios para pressão alta favoreceriam a ação do novo coronavírus.

A cardiologista Ludhmila Abrahão Hajjar, diretora de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) explicou à revista Saúde que para infectar as células, o vírus usa uma enzima chamada ECA-2 e alguns remédios usados pelos hipertensos elevam justamente as taxas dessa enzima, o que poderia facilitar a multiplicação do vírus.

Mas cuidado! Essa é uma teoria que ainda não foi comprovada. “Esses estudos são preliminares e esses medicamentos são fundamentais para o paciente cardíaco e para os hipertensos de forma geral controlarem a doença. Interromper o uso agravará a condição que eles já têm, além de aumentar o risco de infarto e outros problemas graves”, afirmou o cardiologista Cláudio Domênico ao jornal O Globo.

Por isso, quem tem problemas cardíacos e hipertensão não deve de forma alguma interromper o uso de seus remédios conhecidos como inibidores de enzima conversora de angiotensina e bloqueadores de receptores de angiotensina sem consultar o seu médico primeiro.

Também não se deve parar de tomar aspirina, a não ser por orientação médica – como é o caso quando há suspeita de dengue.
Até que haja mais confirmações, a Sociedade Brasileira de Cardiologia e as demais sociedades internacionais da área não recomendam a interrupção dos remédios sem prescrição. Só é preciso que você tome os devidos cuidados com atenção redobrada. Os médicos alertam: pessoas com doenças crônicas e idosos devem buscar seus médicos apenas se apresentarem algum sinal de infecção. Fazer uma consulta médica nesse momento só aumenta o risco de contrair o vírus. Agora, se houver uma piora dos sintomas, como falta de ar ou dificuldade para respirar, a recomendação é buscar um hospital imediatamente.

Doenças crônicas pulmonares e fumantes

O SARS-CoV-2 é um vírus novo e ainda há muito a descobrir sobre ele. Pesquisadores do mundo todo trabalham sem parar para buscar respostas a acelerar a chegada de uma vacina.

Muitas evidências já acumuladas até o momento sugerem que o tabagismo “apaga” a ação do sistema de defesa nos pulmões e desencadeia inflamação nos pulmões, de acordo com reportagem da revista Scientific American.

Além disso, fumantes de longa data e usuários de cigarro eletrônico correm um risco maior de desenvolver doenças pulmonares crônicas, que já se sabe estarem associadas a casos mais graves de COVID.

“Pessoas que fumam têm um sistema imunológico mais enfraquecido. Elas produzem mais muco nas vidas aéreas, o que não permite que os pulmões sejam tão limpos. Elas também sofrem mudanças que estimulam inflamação; suas células do sistema de defesa também são alteradas. Tudo isso junto faz com que elas sejam mais propensas a ser infectadas e também a apresentarem a forma mais grave da doença”, explicou Robert Tarran, professor de biologia celular e fisiologia da Chapel Hill (Estados Unidos) à Scientific American.

Por que tomar vacina contra gripe é importante

Tomar a vacina de gripe este ano é ainda mais importante quando se pensa em saúde pública. Não se trata só de proteger os idosos, grupo mais suscetível de ter complicações sérias.

Em tempos de COVID-19, a vacinação é essencial para não sobrecarregar a rede pública de saúde. Mais do que isso. Quem toma a vacina torna mais fácil para o especialista descartar gripe do quadro de sintomas, além de evitar que alguém que já está enfraquecido por causa de uma gripe fique mais debilitado pelo coronavírus se por acaso ele vier a ser infectado. É bom lembrar que os sintomas do novo coronavírus são muito parecidos com os da gripe, entre eles febre alta e mal-estar.

Bom saber também que não há testes que indicam o COVID-19 para todo mundo, por isso é fundamental que todos façamos a nossa parte, ajudando o sistema público de saúde a não ficar lotado de “suspeitos”. Em princípio, hospitais públicos e privados vão privilegiar quem já passou do quadro leve de coronavírus.

A Campanha Nacional de Vacinação começa dia 23 de março. Converse com o seu médico a respeito da vacina e se é indicado para você que é idoso ou tem doença crônica ir até uma Unidade Básica de Saúde para se vacinar.

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Coronavírus: cuidado com as fake news. A prevenção começa com informação

(Texto de Vanessa de Sá)

Com certeza você já recebeu uma mensagem pelo WhatsApp sobre o coronavírus ou se deparou com uma novidade quentíssima sobre a doença do momento circulando nas redes sociais. Mas você sabia que a maioria delas é fake?

Só para você ter uma ideia, o Ministério da Saúde criou um grupo para checar o monte de bobagens que anda circulando por aí. Das 6.500 mensagens recebidas e analisadas entre 22 de janeiro e 27 de fevereiro, segundo a Folha de S.Paulo, 90% eram relacionadas ao novo vírus e dessas, 85% eram falsas.

A melhor e mais eficaz maneira de se prevenir contra o vírus é através da informação. Só informação correta pode ajudá-lo a tomar as devidas medidas para evitar uma possível contaminação.

Veja só algumas das fake news mais compartilhadas nas redes sociais e aprenda por que elas são falsas:

  1. Vou pegar COVID-19 se eu receber uma carta ou um pacote da China.

MENTIRA. Pessoas que recebem compras, cartas ou pacotes da China não têm nenhum risco de contrair a doença, afirma a Organização Mundial da Saúde (OMS). Todas as análises mostram que os coronavírus não sobrevivem por muito tempo em objetos, como pacotes ou cartas.

Um estudo publicado em janeiro de 2020 com outros tipos de coronavírus mostrou que esses parentes do novo vírus podem sobreviver em superfícies como metal, vidro ou plástico por até 9 dias, mas as superfícies presentes num pacote não são as ideais para o vírus sobreviver.

Para que ele se mantenha vivo fora do corpo de uma pessoa, ele precisa de uma combinação de fatores, como uma determinada temperatura e umidade e não haver exposição aos raios UV – os raios do sol. “Você não encontra esse tipo de combinação num pacote ou carta que veio pelo correio”, diz Amesh Adalja, pesquisadora do Centro para a Segurança em Saúde da Universidade Johns Hopkins ao site Live Science.

Outra fake news que vem circulando que diz que estourar plástico bolha dos pacotes que vêm da China pode transmitir o vírus porque, o ar contido dentro das bolhas estaria vindo daquele país.

Sim, até o momento a China concentra o maior número de casos. Dos pouco mais de 87 mil casos, segundo boletim do dia 2 de março da Organização Mundial da Saúde, 79. 968 foram relatados na China, com 2.873 mortes. Mas, mais uma vez, o vírus não sobrevive por muito tempo em objetos, especialmente um pacote que vem pelo correio.

2. Comer alho ajuda a prevenir a infecção

MENTIRA. Alho é um excelente alimento e tem algumas propriedades antimicrobianas. Entretanto, não existe nenhuma evidência de que comer alho ajude a proteger ou prevenir da infecção.

3. Passar óleo no corpo ajuda a impedir o vírus de entrar no corpo

FAKE. Nenhum óleo mata o coronavírus. Existem alguns desinfetantes capazes de matar o vírus em superfícies, como é o caso dos alvejantes, etanol 75%, clorofórmio, desinfetantes à base de cloro, informa a OMS. Além de esses desinfetantes serem perigosos quando passados na pele, eles não têm nenhum impacto no vírus se você passar esses produtos embaixo do nariz ou na sua pele.

4. Especialistas de Taiwan fornecem uma avaliação simples do que fazer toda manhã: respire fundo e prenda a respiração por 10 segundos. Se você conseguir fazer isso sem sentir desconforto ou não tossir, isso prova que você não tem fibrose nos pulmões e nem está infectado.

FAKE! O coronavírus não causa fibrose nos pulmões. Ele ataca o sistema respiratório, mas não causa fibrose.

5. Tomar chá de erva-doce 2 vezes ao dia ajuda contra o coronavírus.

FALSO! As notícias que circulam é que o chá de erva-doce contém a mesma substância que o Tamiflu. Não. O Tamiflu é o nome comercial da substância oseltamivir. O fosfato de oseltamivir, o princípio ativo do Tamiflu, é feito em laboratório e não poderia estar contido no chá. Além disso, não existe nenhum remédio ou substância já descoberta que seja efetiva contra o vírus. Por isso, também são falsas outras duas informações que circulam nas redes: a de que chá de abacate com hortelã previne da doença e que uísque com mel combate o coronavírus.

6. Álcool gel não tem eficácia; vinagre sim

MENTIRA! Não há provas de que vinagre consiga matar o vírus. É bom ressaltar que esse é um germe descoberto há pouco tempo, o que significa que os pesquisadores ainda não têm todas as respostas. Mas do que já se sabe é que lavar as mãos frequentemente com água e sabão ainda é a maneira mais efetiva contra o vírus. As autoridades de saúde americanas e brasileiras dizem que o álcool gel é uma alternativa, mas apenas quando não se tem água e sabão à vista. Além disso, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, os famosos CDC, afirmam que o álcool gel não funciona quando as mãos estão muito sujas ou oleosas. Outra coisa importante: a solução deve conter entre 60% e 95% de álcool.

7. Máscara protege do novo coronavírus

Embora muita gente esteja comprando máscaras para se proteger, elas só conseguem barrar partículas grandes, aquelas excretadas por uma pessoa contaminada quando ela tosse ou espirra. Essas partículas maiores só conseguem viajar no ar por uma curta distância, por isso se recomenda ficar a pelo menos 1 metro de alguém que corre o risco de ter a doença. Por isso, a máscara funciona, sim, mas para ajudar a prevenir alguém que está infectado com o vírus de continuar espalhando a doença.

8. Pegar coronavírus é uma sentença de morte

FALSO! A imensa maioria das pessoas infectadas com o vírus – 81% – têm sintomas leves, segundo um estudo chinês. Só 14 em cada 100 pessoas têm sintomas graves, o que significa que elas têm dificuldades respiratórias sérias, precisando inclusive de suporte de oxigênio. Cerca de 5% são pacientes críticos, ou seja, que têm falência respiratória e falência múltipla dos órgãos. Até o momento, os dados indicam que pouco mais de 2 a cada 100 pessoas com o vírus morreram da doença. Idosos e pessoas com outras doenças sérias, como problemas do coração, diabetes são as que têm mais risco de terem sintomas graves.

9. Já existe cura contra o coronavírus

Até agora, não foi encontrada uma cura nem uma vacina capaz de proteger contra o vírus. Alguns países, como os Estados Unidos e a China, que concentra o maior número de casos começaram a testar o remdesivir em pessoas para verificar se ele seria eficaz.

O remdesivir já tinha sido testado em humanos para o Ebola.

Também está sendo testada a cloroquina, remédio contra a malária. Embora os testes feitos nos EUA tenham sido positivos, ainda não é possível afirmar que ela é 100% confiável. O remédio já começou a sumir das prateleiras no Brasil. ATENÇÃO! As sociedades médicas do mundo ainda não se pronunciaram favoravelmente ao medicamento. E ela sequer foi aprovada pelo FDA, a agência que controla medicamentos e alimentos nos EUA.

A cloroquina é usada por muita gente que tem certas doenças autoimunes e que precisam dela! A droga, é bom que se saiba, causa efeitos colaterais que podem ser severos, portanto não se deve tomá-la sem orientação.

AJUDE A NÃO ESPALHAR FAKE NEWS

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Faça uma busca na internet. Os veículos sérios estão postando informações que já foram confirmadas. Se você não tiver encontrado nada ali, provavelmente é notícia falsa.