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TOTENS URBANOS PRÓ-SAÚDE

No marco de 120 mil mortos no país, São Paulo receberá edição inaugural da exposição de Totens com Memorial às Vítimas e Prevenção sobre a COVID-19

Projeto “Totens Pró-Saúde” intervém artisticamente no tecido urbano expondo por três meses um mobiliário multiuso e multilinguagens, inédito e premiado internacionalmente, que promove higienização das mãos, cuidados com a saúde física e mental, além de também ser suporte para textos, imagens e criações em homenagem aos mortos pela pandemia, seus familiares e amigos


A cidade de São Paulo irá receber, a partir da segunda-feira (31/08), a edição inaugural da exposição “Totens Urbanos – Memorial Pró-Saúde” com a instalação de suas primeiras unidades na Av. Paulista, em frente ao Trianon-MASP, compondo o projeto que consiste na instalação em série de Totens, intervindo artisticamente na cidade, como suportes a um só tempo para conscientização sobre a saúde física e mental da população ante a pandemia de Covid-19, conteúdos históricos, artísticos e memoriais, registros fotográficos e testemunhos sobre este difícil período que atravessamos, seus heróis e suas vítimas, interagindo em diversos pontos de grande movimento na cidade.
O conceito dos Totens e da intervenção sustenta-se em três diretrizes: Respeito ao passado com a salvaguarda do direito à memória das vítimas e ao luto mais digno possível dos familiares e amigos; Intervenção no cotidiano presente da cidade buscando sensibilizar para o direito à saúde com o acesso a informações atualizadas sobre a prevenção da Covid-19, as quais inclusive podem ser atualizadas em suas interfaces conforme surjam novas recomendações relevantes; Conscientização acerca do futuro* e do mundo pós-pandêmico, a partir do atual flagelo, para que ele não seja somente um fato ou um momento fugaz no limiar do século XXI, mas algo a ser lembrado e que possa ser instrumento de transformações socioculturais que zelem pela intransigente defesa da vida (como bem maior de todos nós), a memória dos que se foram e a solidariedade ativa com quem perdeu entes queridos durante a pandemia.
Os primeiros 17 locais escolhidos na capital são conhecidos pontos turísticos e culturais da cidade, especialmente próximos a Equipamentos de Cultura do Município (VER A LISTA DE LOCAIS ABAIXO), onde os Totens multifuncionais vão servir simultaneamente como local de higienização e conscientização, disponibilizando um dispensador de sabão biodegradável e água ativado por sensores de aproximação – e fornecendo informações sobre a importância do permanente cuidado com a higiene em todo cotidiano da população, bem como aspectos preventivos fundamentais sobre a saúde física e mental, em uma nova espécie de altar, ou templo hi-tech, onde se realiza simultaneamente a celebração da memória dos mortos, conhecidos ou anônimos, da Covid-19 – para que a sociedade não sucumba ao negacionismo em voga nem ao esquecimento.
“Totem” deriva da palavra dodaim da cultura Ojibwe (uma civilização aborígene canadense). Trata-se de um “objeto monumental” compreendido como uma junção de símbolos sagrados que representam entidades naturais (animais, plantas, membros da família etc). “Além da intervenção artística urbana por meio de um objeto inédito, ao mesmo tempo de interesse prático e grande utilidade pública emergencial, os Totens foram concebidos para exercer uma função simbólica. Eles fazem alusão sentimental às perdas de parentes e amigos da população que nem sequer puderam ser velados devidamente”, afirma o arquiteto Leonardo Fernandes Dias, que assina a direção de criação da exposição e fora também o idealizador do projeto arquitetônico original dos Totens Urbanos, grande vencedor na categoria People’s Choice (voto do público) da competição internacional promovida pela plataforma Go Architect / GoDesignClass “Coronavirus Design Competition” (2020), único brasileiro entre os cincos melhores também pela escolha do Júri. 
Ambientalmente sustentáveis e inclusivos, os Totens possuem sistema de higienização acessível a cadeirantes desde o seu próprio design – adaptado para o encaixe dos usuários de cadeiras de rodas, e como já adiantado contém sistema de higienização ativado via sensores de aproximação. Com espaço para fotos, textos informativos, testemunhos e relatos de familiares e historiadores – abordando a importância das expressões do luto e da memória especialmente neste contexto de inumeráveis mortes, os Totens instalados em São Paulo fazem parte de um conjunto de iniciativas culturais envolvendo vários tipos de intervenções, artísticas e educativas, durante os meses de agosto e setembro em toda cidade, ainda sob o contexto da pandemia, abordando-a de forma criativa.
A exposição terá, futuramente, novas edições e itinerâncias por outros pontos e cidades, com tratativas já em curso, a serem apresentadas na sequência de seu lançamento. O conceito e projeto dos Totens também têm várias outras modalidades, e na sua configuração máxima – prevista para as próximas edições – os equipamentos têm potencial para integrar também suporte multimídia opcional para Áudio, Vídeo, aplicação de Grafittis e outras linguagens urbanas, inclusão de QRCodes e dispositivos adicionais para prestações de serviços à comunidade (como a possibilidade de medição de temperatura etc), entre outras possíveis interatividades físicas e digitais nas suas superfícies e interfaces para experimentação do público. 

Lugares de Ausências
O conteúdo simbólico que alimenta os objetos do projeto, na sua edição atual, surgiu da iniciativa de uma exposição memorial chamada “Lugares de Ausência” – inspirada no clássico projeto e rede dos “Sitios de Memoria” realizado na Argentina, sobre a sua ditadura e respectivas milhares de mortes. Trata-se de um estudo para o resgate das memórias de vítimas, realizado pelos historiadores Danilo Cesar e Eliana Trilha Castro junto à psicanalista e paliativista Bruna Tabak. Os três também compõem a coordenação da Rede Nacional de Apoio às Famílias e Amigos de Vítimas da Covid-19 no Brasil (www.redeapoiocovid.com.br), uma iniciativa independente e voluntária da sociedade civil que tem buscado, desde o início da pandemia, acolher pessoas enlutadas e colocar à sua disposição, gratuitamente, através de uma ampla rede de profissionais e interdisciplinaridades, um diversificado repertório de possíveis cuidados e amparos na travessia do luto ainda mais complicado nesses tempos sob o contexto de isolamento social e das diversas restrições por questões sanitárias e epidemiológicas ante a Covid-19. 
A ideia de unir esta dimensão subjetiva das perdas pela pandemia a um objeto urbano multilinguagens foi desenvolvida pelo mesmo grupo, contando também com a direção artística de Gabriel Kiss e Amanda Dafoe, a direção e coordenação de produção dos experientes William Zarella Jr. e Anne Andriow, além do imprescindível apoio do historiador Lucas Lara, do Museu da Pessoa; o psicólogo e professor da ECA-USP Márcio Farias (ex-integrante do Museu AfroBrasil); a museóloga Marilia Bonas, do Museu da Língua Portuguesa e do ICOM-Brasil; e a líder comunitária e trabalhadora autônoma Marta Moura, familiar de duas vítimas fatais da pandemia, que também acompanhou o desenvolvimento do conteúdo e tem o seu finado tio, Paulo Moura, como um dos homenageados pela exposição. 
“Esta edição expositiva do projeto é dedicada ao gigante Aldir Blanc e, na figura desse mestre – que além de médico psiquiatra se tornou um dos maiores compositores da nossa história musical, a todas as vítimas fatais durante a pandemia no país, mas especialmente aos tantos trabalhadores da saúde e da cultura. Esses dois campos que percebemos durante essa quarentena caminharem tão juntos e serem tão imprescindíveis – além de outras áreas essenciais que têm lutado, bravamente, para sobreviver enquanto seguem cuidando de nós. E ainda por cima, vivos ou mortos, seguem nos alimentando, inspirando, encantando. Os Totens, que são ao mesmo tempo-espaço uma política de cultura e saúde públicas, representam também um Salve! a todos os lutos e ‘lutas inglórias que, através da nossa história, não esqueceremos jamais’”, sintetiza Danilo Cesar, que além de um dos curadores é produtor executivo da exposição.
Os Totens Pró-Saúde contam, ainda, nesta edição, com a consultoria de importantes instituições da área de saúde pública e psicossocial, como a Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), a Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO) e a Associação Brasileira de Estudos Cemiteriais (ABEC), além da preciosa parceria com o projeto Santinho e seu inventário de memórias, idealizado e coordenado pelas psicanalistas Érica Azambuja e Marília Velano, bem como algumas fotografias de Rafael Vilela, da Mídia Ninja, e reverte colaboração não apenas à Rede Apoio Covid, mas também ao projeto Panela Coletiva – iniciativa social que desde o início da pandemia tem buscado distribuir máscaras, produtos de higiene além de refeições em áreas mais vulneráveis da cidade.

SERVIÇO DA EXPOSIÇÃO:
EXPOSIÇÃO “TOTENS URBANOS – MEMORIAL PRÓ-SAÚDE” (edição inaugural, SP, Ago/2020)

Responsável pelo Projeto Arquitetônico e Diretor de Criação: Leonardo Fernandes Dias
Curadoria Histórica e Psicossocial: Danilo Cesar, Elisiana Trilha Castro e Bruna Tabak
Direção de Arte: Gabriel Kiss e Amanda Dafoe
Direção e Coordenação de Produção: William Zarella Jr. e Anne Andriow
Consultoria de Conteúdo Expográfico: Lucas Lara, Marcio Farias, Marília Bonas e Marta Moura
Datas: de 31 de Agosto a 30 de Novembro 

Locais: 17 Pontos da Capital Paulista (ver abaixo)

Visitação e Interação: Franca e Gratuita

Classificação Etária: Livre
Realização: Cidade de São Paulo
Coprodução: Elástica Cenografia, Lado Arquitetura, Instituto Encontro das Águas e Museu da Pessoa
Parceria: ABEC, ABRAPSO, SPDM, Mídia Ninja, Panela Coletiva, Rede Apoio Covid e Santinho
Mais Informações: www.totemprosaude.com

LOCAIS DAS INSTALAÇÕES DOS 20 TOTENS NA CIDADE:


Ponto 1 – Av. Paulista (altura do MASP, na calçada oposta, em frente ao Pq. Trianon) – a partir de 31/8 – Conjunto Expositivo de 4 Totens, com homenagem especial ao Aldir Blanc e a Paulo Moura

Ponto 2 – Praça da Sé (altura da Barão de Paranapiacaba) – a partir de 01/09

Ponto 3 – Praça do Patriarca (Centro) – a partir de 01/09

Ponto 4 – Viaduto do Chá (próximo à Prefeitura de SP) – a partir de 01/09

Ponto 5 – Av. São João x Ipiranga  (Centro) – a partir de 03/09

Ponto 6 – Biblioteca Mário de Andrade (área externa) – a partir de 03/09

Ponto 7 – Largo da Batata (ZO)

Ponto 8 – CCSP – Centro Cultural São Paulo (área externa) 

Ponto 9 – CCJ – Centro Cultural da Juventude  (área externa) – ZN

Ponto 10 – Largo da Matriz, em frente à Casa de Cultura Freguesia do Ó “Salvador Ligabue” – ZN

Ponto 11 – Av dos Metalúrgicos altura do número 165 (Cidade Tiradentes – ZL)

Ponto 12 – Praça Brasil (Itaquera) –  Av. Nagib Farah Maluf, s/n – Conj. Res. José Bonifácio  – ZL

Ponto 13 – Centro Cultural Grajaú (área externa) – ZSPonto

14 – Av Dona Belmira Marin, número 165 (imediações Term. Grajaú – ZS)

Ponto 15 – Largo Treze de Maio (Santo Amaro – ZS)

Ponto 16 – Praça do Campo Limpo (ZS)

Ponto 17 – Terminal Lapa (ZO)

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LigAção do Bem

Um grupo de professores da rede pública de Educação Básica tem o sonho de que todos os alunos do Brasil se sintam cuidados e acolhidos, mesmo dentro de suas casas, isolados. Se você acompanha a rotina de qualquer professor, sabe que a escola não parou – e também que os desafios impostos pelo isolamento social vão muito além da distância física, principalmente no âmbito do bem-estar do aluno. 

O LigAção do Bem é um projeto que surgiu da vontade de estar lá pelos alunos e diminuir, por meio do afeto e de uma ação descomplicada, os impactos desse período sobre a escola e a desigualdade social que a assola. O site, ligacaodobem.com.br, que oferece suporte para ação do professor que compartilha desses ideais, já teve acessos em mais de 300 cidades, em todos os estados do Brasil.

Esse grupo de professores temia que os estudantes brasileiros seguissem os padrões registrados em eventos que causam afastamento da escola por muito tempo, como as secas: altos índices de evasão e aumento da fenda social que separa aqueles que têm muito daqueles que têm pouco. Decidiram então concentrar seus esforços em oferecer uma alternativa a esse cenário. E, sentindo na pele a sobrecarga sob os professor nesse momento, eles propõem uma ação descomplicada, mas com grande poder de impacto: faça uma ligação, se reconecte com seu aluno. 

O LigAção do Bem convida estudantes e educadores a um momento de conexão não recorrente, por meio de uma ligação telefônica descontraída. Por que não bater um papo com um aluno, durante mais ou menos 20 minutos, sem abordar assuntos acadêmicos, falando da vida como se vocês tivessem se encontrado no corredor da escola? 

            Especialistas afirmam que a voz é capaz de humanizar o contato e reacender a cumplicidade construída nos momentos de sala de aula, trazendo enorme sensação de bem-estar para as duas pontas. Essa ressignificação e retomada da conexão aluno-professor é, também, uma forma de fazer com que o jovem se sinta cuidado, e entenda que a comunidade escolar sente sua falta, e queira continuar fazendo parte dela. Só que ideia boa de verdade não deixa ninguém de fora: a opção de fazer ligações telefônicas buscar não excluir os que têm menos acesso a ferramentas, já que pesquisas mostram que 92% dos lares brasileiros têm pelo menos 1 celular. Para participar, basta querer. E aqueles que já fizeram a ligação confirmam seus benefícios. “A LigAção do Bem me lembrou o quanto estar em sala de aula me faz bem”, conta uma professora da rede pública do Maranhão. “Consegui ver que esse contato que a sala de aula proporciona faz muita falta também para os nossos alunos”.

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Rede de apoio às famílias das vítimas de Covid-19 reúne em site mutirão de acolhimento e repertório de cuidados

A Rede de Apoio às Famílias e Amigos de Vítimas Fatais de Covid-19 no Brasil, da qual a plataforma Segura a Onda é parceira, está reunindo, a partir desta segunda-feira (06-07-20), seu esforço de acolhimento e repertórios de cuidados e luto no site Rede de Apoio Covid. Iniciativa cidadã e independente, suprapartidária, ecumênica e humanitária, a Rede é formada por mais de 70 organizações da sociedade civil e dezenas de profissionais, cidadãs e cidadãos voluntários e solidários. Seu objetivo nesse espaço é garantir o mais amplo, sensível e humanizado apoio psicossocial e interdisciplinar às pessoas que perderam entes queridos nesses tempos tão difíceis de pandemia.

Por entender que o processo de luto é, ao mesmo tempo, social/coletivo e singular, que tem seu tempo e pode ser elaborado e vivenciado de diferentes maneiras, a Rede busca oferecer, primeiro, apoio para que familiares e amigos consigam atravessar este período da melhor forma possível. Em segundo lugar, é capaz de mobilizar uma rede de profissionais para atendimento personalizado gratuito, cobrindo desde o campo psicológico até as formalidades práticas ou jurídicas relacionadas com a morte. Completam este apoio playlists de músicas que expressam o luto e uma oficina de escrita para quem deseja manifestar-se de forma criativa. A oficina é online e mais informações e inscrições podem ser acessadas aqui.

Todo este trabalho é apoiado por um conjunto de guias que cobrem os principais temas relacionados com a morte. O principal deles é o Guia para pessoas que perderam entes queridos em tempos de Covid-19, que está hospedado também aqui no Segura a Onda.

Por fim, a Rede oferece dois espaços memoriais para registro virtual de homenagens aos mortos – uma página no Facebook e a galeria desenvolvida aqui na plataforma Segura a Onda, na aba Memorial. Os dois espaços visam, além de acolher as manifestações de familiares e amigos, dar personificar as vítimas fatais, para que não sejam apenas números frios e banais. Não são números, são pessoas.

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Makers e hackers no combate à pandemia

Makerspaces e hackerspaces têm tido atuação importante no enfrentamento cidadão da pandemia, especialmente na produção dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para distribuição a profissionais de saúde. Esses espaços são também adeptos e propagadores das tecnologias abertas que têm papel estratégico para a inovação, ainda mais em momentos de crise como agora.

Para conversar sobre esses temas, a plataforma Segura a Onda, com apoio do Instituto Procomum, promoveu na última sexta-feira, 26 de junho, a live Makers e hackers no combate à pandemia, com os convidados Nano Gennari, do Calango Hacker Clube de Brasília, Guima San, do GypsyLab, e Edgar Andrade, do FabLab Recife e do Canal Maker, com mediação de Bia Martins e Luis Eduardo Tavares, ambos do Segura a Onda.

O primeiro a falar foi Nano Gennari que contou que começaram bem pequeno a produzir os aros das faceshields em poucas impressoras 3D que possuíam. Esses aros eram, então, encaminhados para a prefeitura que deveria inserir as folhas de acetato e o elástico para compor o EPI, e então fazer a distribuição para os profissionais de saúde. Só que ficaram sabendo que os equipamentos de segurança não estavam chegando na mão de quem precisava. Decidiram então arcar com a produção completa, fizeram uma vaquinha com as famílias para a compra do material, aumentaram a quantidade de impressoras, e até agora conseguiram entregar cerca de 1.500 EPIs diretamente para quem está na linha de frente. Nano, ao final, resumiu: “é muito boa a sensação de entregar o equipamento para a pessoa que precisa”.

Para conhecer e ajudar o Calango a produzir mais faceshields, acesse https://calango.club/faceshields

Em seguida, Guima San falou sobre projetos de Ciência Cidadã nos quais tem atuado através do GypsyLab, e que uma das coisas que tem pesquisado e produzido são sensores de monitoramento do meio ambiente. Segundo ele, há evidências de que as correntes de poluição ajudam na proliferação do coronavírus e, então, esses equipamentos com tecnologia aberta poderiam ajudar nesse controle. Outra tecnologia aberta disponível é a do oxímetro de pulso de baixo custo, divulgada em 2014, que poderia auxiliar a medição desse índice tão crítico para o acompanhamento dos casos mais graves. Há ainda tecnologia para assepsia por luz ultravioleta do tipo C, que é de fácil replicação. Para ele, não é preciso inventar tanta coisa, pois já existe muita informação disponível. O trabalho é garimpar e organizar esse conteúdo com vistas ao enfrentamento da pandemia.

Por último, Edgar Andrade disse que a produção de EPI no início foi bem artesanal, envolvendo 90 voluntários, mas depois ganhou escala com produção industrial baseada em design aberto. Até agora já foram distribuídos 28 mil faceshields para mais de 80 hospitais e outras instituições de Pernambuco. Edgar chama a atenção para a escala que a produção ganhou em apenas 10 semanas, algo que só foi possível por design distribuído, desenvolvido em nível mundial para ser produzido em nível local, com tecnologia aberta . Como exemplo, contou que teve acesso a um modelo de faceshield criado em Chicago, feito 100% de acetato, que pode ser produzido por uma faca de corte numa gráfica tradicional. Só assim foi possível avançar tão rápido na produção.

Em sua fala, Edgar levantou algumas questões que depois se desdobraram no debate ao lado de perguntas dos mediadores e da audiência. Como será nosso futuro? Ainda haverá patentes daqui a dez anos? Qual o futuro que a gente quer construir para nossos filhos e netos? Como pensar a Educação em tempos de pandemia? Como serão as cidades e os arranjos para convivência urbana no novo normal que teremos que viver daqui pra frente. Tudo isso e mais um pouco você confere ouvindo a live completa.

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2ed. LAB de Emergência – Resultados

A segunda edição do Lab de Emergência – Reconfigurando o futuro foi realizada de 15 a 21 de junho, por iniciativa da Silo Arte e Latitude Rural junto ao Instituto ProComum, com o apoio da Artigo19 e Digital Ocean e em parceria com AmerekBela BadernaCareablesCasa Criatura, Lab Coco, DatalabeColetivo EtineranciasFrena la CurvaGambiologiaGênero e NúmeroHorta InteligenteInstituto ElosInstituto Update,MediaLab.UFRJMulheres do FuturoMuseu da Mantiqueira, No-Budget Science, OlabiPretalabRedes da MaréSegura a OndaThink Olga e A Tramadora.

Desta vez foram selecionados 16 projetos que envolveram 235 participantes, entre proponentes, colaboradores, mentores e mediadores. A proposta do Lab é promover um diálogo entre diferentes saberes: os conhecimentos populares, a ciência e as novas tecnologias. E também proporcionar o encontro de públicos diversos, especialmente os de periferias urbanas e rurais, e diferentes gerações.

A ideia é que esses projetos, voltados para o enfrentamento da pandemia, sejam desenvolvidos de forma colaborativa e sob licenças livres para que possam ser replicados e adaptados a outros contextos. Por conta disso, todos os projetos chegaram ao final com documentação organizada.

Para se ter uma noção da diversidade do que rolou por lá, destacamos alguns projetos:

Rede de Solidariedade entre Parentes na Pandemia é formada por mulheres do povo Terena que organizaram uma campanha de arrecadação de recursos na Vakinha, que serão direcionados a três aldeias no Mato Grosso do Sul. 

O projeto Inclusive é um guia para criação de redes livres e autônomas para comunidades com baixa conectividade à internet ou em situação de isolamento social, visando o compartilhamento de materiais didáticos.

Já o Móvel Livre é uma plataforma colaborativa para difusão de móveis com licenças livres a fim de contribuir com a melhoria dos espaços domésticos na quarentena.

De forma mais lúdica, a plataforma Liberte o Futuro convida as pessoas a fazerem vídeos de 1min em suas redes sociais usando as hashtags #liberteofuturo ou #freethefuture propondo futuros pós pandemia.

A documentação de todos os projetos pode ser conferida em: https://labdeemergencia.silo.org.br/2ed/pt/

As lives temáticas estão disponíveis em:  https://www.youtube.com/playlist?list=PL1H9MV88EWPrxLmRa7ooS80GeAv75veZP

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Laboratório de emergência | COVID-19 | Convocatória relâmpago de colaboradores

Inscreva-se! São apenas 3 dias de chamada aberta!!!

16 projetos procuram colaborador.s para desenvolver propostas relacionadas ao enfrentamento dos efeitos da COVID-19!

Recebemos 98 inscrições vindas de 12 estados diferentes do Brasil, e mais 4 países da América do Sul, África, Europa e Ásia.

CONHEÇA OS PROJETOS SELECIONADOS NO SITE DO LAB!!

As iniciativas precisam da colaboração de cientistas, desenvolvedor.s, divulgador.s da ciência, jornalistas, economistas, designers, artistas, psicólog.s, comunicador.s, médic.s, professor.s, engenheir.s, escritor.s, historiador.s, profissionais da saúde, makers, gestor.s e produtor.s culturais, sociólog.s, administrador.s, agricultor.s, urbanistas, assistentes sociais, educador.s, arquitet.s, biólog.s, profissionais de tecnologia da informação,integrantes de Cooperativas de alimentos ou CSAs, pedagog.s, advogad.s, antropolog.s, ativistas,profissionais com experiência em trabalho com comunidades indígenas, entre outros!

São projetos das áreas de Saúde, Ativismo, Sistemas de produção e apoio a pequen.s agricultor.s, Redes solidárias e de autocuidado para comunidades e bairros, Difusão cultural, Arte, Recursos educacionais, Saúde e Tecnologia, Coleta e exibição de dados científicos e sociais.

O laboratório acontecerá virtualmente de 15.06 a 19.06.

Essa é uma iniciativa da SILO – ARTE E LATITUDE RURAL junto ao INSTITUTO PROCOMUM em parceria com Amerek, Bela Baderna, Careables, Coletivo Etinerâncias, Redes da Maré, Datalabe, Segura A Onda, Instituto UpDate, Think Olga, Gênero E Número, Gambiologia,Olabi,Pretalab, Horta Inteligente, Instituto Elos, MediaLab.UFRJ, A Tramadora, Mulheres do Futuro, Frena La Curva, Casa Criatura, Lab Coc, Muman, e No-Budget Science.

CompartilheInformação #CompartilheSaúde #saude #ciência #redessolidárias #covid19 #labdeemergenciacovid19 #pandemia #tecnologia #inovacao

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Laboratório de Emergência | COVID 19 Reconfigurando o futuro

  1. Introdução
    Que tal se juntar a pessoas que acreditam na colaboração e na inovação para enfrentar os impactos da pandemia da COVID–19? Em tempos de instabilidade política e de vulnerabilidade socioambiental e cultural, que tal construir soluções para sua cidade, bairro ou comunidade? Que futuro estava sendo reservado para nós antes da pandemia e que futuro será possível agora?

    Essa chamada é dirigida a grupos ou indivíduos que já tenham um projeto colaborativo ou que querem criar iniciativas colaborativas para serem desenvolvidas em um Laboratório de Emergência, um espaço virtual de desenvolvimento estratégico, onde seu projeto será conectado a diferentes recursos e saberes. O lab é realizado virtualmente em quatro fases:

    · Chamada de ideias e propostas: mapeamento de necessidades e coleta de boas propostas para enfrentar a situação atual. Podem ser novas ideias, iniciativas que estão trabalhando em pequena escala, projetos já que estão em andamento e desejam se conectar a outras redes, expandir seu alcance ou aprimorar determinados aspectos do projeto.

    · Seleção: 15 projetos serão selecionados.

    · Chamada de colaborador.s e formação de equipe: o laboratório facilita a conexão de ideias com pessoas que desejam colaborar. Para formar os grupos de trabalho usaremos Telegram ou Whatsapp.

    · Desenvolvimento colaborativo de um protótipo: estruturação e
    execução do projeto ou avanço da iniciativa já existente. Plantão com mentoras/es de diferentes áreas e amparo de técnic.s Ajuda de custo para compra de materiais e outras necessidades de cada projeto.

    · Compartilhamento de resultados: as equipes deverão documentar o processo de trabalho e compartilhar (em um vídeo) os resultados da experiência, a possível continuidade e a implementação do projeto.

    Esta chamada é dirigida a qualquer pessoa ou grupo interessado em apresentar propostas dentro das áreas temáticas abaixo, sobretudo para projetos partindo de, e voltadas para, periferias rurais e urbanas.

    Independentemente do nível de treinamento, especialização ou experiência dos proponentes, os projetos serão desenvolvidos de forma colaborativa por equipes multidisciplinares, formados por artistas, cientistas, profissionais de tecnologia, comunicadores, lideranças comunitárias e quem mais quiser colaborar.

    Assim que a proposta for selecionada e publicada na plataforma, as/os colaboradoras/es se inscreverão para participar voluntariamente, por meio de uma segunda chamada.

    Além das/dos colaboradoras/es, cada projeto poderá recorrer a:

    ● Técnicas/os, com dedicação exclusiva para o projeto.
    A se definir segundo as demandas do projeto indicadas no formulário. (Como exemplo um(a) desenvolvedor(a) web).
    ● Mentorias.
    De até 3 profissionais que devem ser escolhidos a partir da lista de parceiros divulgada em anexo e no formulário de inscrição.
    ● Ajuda de custo com assinatura de plataformas, compra de domínio, impressão em gráfica, papelaria, componentes eletrônicos ….. ou outros materiais necessários para desenvolvimento do projeto custeados pelo laboratório de emergência. A lista de necessidades deverá ser indicada no formulário de inscrição para que nossa equipe possa avaliar o que o laboratório poderá custear.

    Áreas temáticas

    Procuramos projetos que se relacionem e procurem soluções para os impactos causados pela COVID–19.Podem ser projetos de ciência, saúde e tecnologia; divulgação e comunicação científica; Arte e sociedade; Redes solidárias para pequenos agricultores,
    comunidades bairros; Recursos educacionais e inclusão digital.
  2. Apresentação de propostas:
    Envie sua proposta através do formulário diponibilizado neste link:
    https://forms.gle/yPmwQ5iTxYxbNnPRA.
  3. Seleção dos projetos:
    Serão selecionados 15 projetos por uma equipe formada por representantes da Silo e do Instituto Procomum.

    Critérios de seleção:
    . Adequação ao tema da chamada
    . Alinhamento do projeto a ao menos uma das áreas temáticas apontadas acima
    . Projetos com grande potencial de replicabilidade, que possam ser reproduzidos e aplicados em outros lugares. O Laboratório de Emergência busca que os projetos atinjam o maior número possível de pessoas. Como tal, eles devem trabalhar com licenças livres, sob uma lógica aberta e participativa que permita sua replicação e adaptação a outros contextos.
    . Priorizaremos projetos partindo de, ou voltados para, periferias rurais e urbanas.
  4. Desenvolvimento das propostas:
    Os projetos serão autogeridos a partir de grupos de Whatsapp ou Telegram.

    Propomos um calendário indicativo para o desenvolvimento estratégico de projetos:

    Calendário do Laboratório de Emergência
    · Chamada de idéias e propostas 05.06 a 08.06 | 6ª a 2ª feira
    · Seleção e projetos 09.06 e 10.06 | 3ª e 4ª feira
    · Chamada de colaboradores 11.06 a 13.06 | 5ª feira a sábado
    · Estruturação de equipes 14.06 | Domingo
    · Laboratório 15.06 a 19.06 | 2ª a 6ª feira
    · Entrega da documentação * 19.06 | 6ª feira
    · Apresentação 20.06 a 21.06 | Sábado e domingo
    · Divulgação dos projetos no site 22.06 | 2ª feira
  • Sobre a documentação: Para facilitar a replicabilidade dos projetos, todo o processo deve ser documentado. Criamos um guia para facilitar e orientar esta documentação.
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Resumo do dia 31-05

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  • Mapa do Brincar by Chris Metzker - O Mapa do Brincar é uma iniciativa da "Folhinha", suplemento infantil do jornal Folha de S.Paulo. O site reúne hoje 750 brincadeiras de todo o país. http://mapadobrincar.folha.com.br/brincadeiras/regioes.shtml Continuar lendo
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