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Rede de apoio às famílias das vítimas de Covid-19 reúne em site mutirão de acolhimento e repertório de cuidados

Formada por mais de mais de 70 entidades, rede oferece acolhimento, escuta, guias de luto e memoriais

A Rede de Apoio às Famílias e Amigos de Vítimas Fatais de Covid-19 no Brasil, da qual a plataforma Segura a Onda é parceira, está reunindo, a partir desta segunda-feira (06-07-20), seu esforço de acolhimento e repertórios de cuidados e luto no site Rede de Apoio Covid. Iniciativa cidadã e independente, suprapartidária, ecumênica e humanitária, a Rede é formada por mais de 70 organizações da sociedade civil e dezenas de profissionais, cidadãs e cidadãos voluntários e solidários. Seu objetivo nesse espaço é garantir o mais amplo, sensível e humanizado apoio psicossocial e interdisciplinar às pessoas que perderam entes queridos nesses tempos tão difíceis de pandemia.

Por entender que o processo de luto é, ao mesmo tempo, social/coletivo e singular, que tem seu tempo e pode ser elaborado e vivenciado de diferentes maneiras, a Rede busca oferecer, primeiro, apoio para que familiares e amigos consigam atravessar este período da melhor forma possível. Em segundo lugar, é capaz de mobilizar uma rede de profissionais para atendimento personalizado gratuito, cobrindo desde o campo psicológico até as formalidades práticas ou jurídicas relacionadas com a morte. Completam este apoio playlists de músicas que expressam o luto e uma oficina de escrita para quem deseja manifestar-se de forma criativa. A oficina é online e mais informações e inscrições podem ser acessadas aqui.

Todo este trabalho é apoiado por um conjunto de guias que cobrem os principais temas relacionados com a morte. O principal deles é o Guia para pessoas que perderam entes queridos em tempos de Covid-19, que está hospedado também aqui no Segura a Onda.

Por fim, a Rede oferece dois espaços memoriais para registro virtual de homenagens aos mortos – uma página no Facebook e a galeria desenvolvida aqui na plataforma Segura a Onda, na aba Memorial. Os dois espaços visam, além de acolher as manifestações de familiares e amigos, dar personificar as vítimas fatais, para que não sejam apenas números frios e banais. Não são números, são pessoas.

Por Malu Oliveira

Investigadora de comuns urbanos, integrante dos coletivos Esta Es Una Plaza, Espacio Vecinal Arganzuela (EVA) e Asamblea Feminista Arganzuela, de Madrid. Jornalista especializada em comunicação pública,